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Jaguar Perfumado

aqui... asas para voar, raízes para regressar e motivos para ficar! - Dalai Lama -

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Seg | 13.04.20

Michael Jackson, Rei da Pop ou Profeta?!

Michael Jackson era para além de músico genial, um visionário que, eventualmente, antecipou o futuro

Frankie

MichaelJackson_2.jpg
img. by @michaeljackson

Ontem no Jornal da noite, quando o comentador político Luís Marques Mendes, afirmava “Falar em regresso à normalidade até ao verão do próximo ano é ficção" deixou-me totalmente alarmada, porque embora eu consiga pressentir que está cheio de razão, esta convicção caiu como uma pancada seca no estômago, como se de uma sentença se tratasse, à qual ainda tentava, por todos os meios, fugir e ignorar.
Esta nova circunstância, para mim, tem sido como uma materialização da realidade que o Michael Jackson sustentava já nos anos 90, que chegou, finalmente, para se impor a toda a humanidade como uma nova forma de estar, viver e, em último caso, quem sabe, de sobreviver.

Eu idolatro o Michael Jackson, considero-o desde sempre, um verdadeiro prodígio genial da música Pop que sempre admirei e segui com verdadeira devoção. No entanto, era uma pessoa que assumia um comportamento e postura social, para mim, verdadeiramente intrigante, ou mesmo, perturbador. Mais pequena, lembro-me ainda de o ver nas suas raras aparições ao público, quase sempre com luvas e máscara protetora e, ainda, com aquele nariz meio duvidoso que ninguém percebia donde teria surgido, mantendo sempre para além de tudo, um distanciamento frio e pouco humano, como se pudesse morrer a qualquer momento, se alguém lhe tocasse. Um homem negro que de repente começa a aparecer mais pálido do que alguém que acabou de desfalecer… que revelava acima de tudo uma fragilidade surrealista mas, ao mesmo tempo, incrivelmente ameaçadora.

MichaelJackson.jpg
img. by @jacksonpicsx

Acho que chegava até, a sentir calafrios quando o via a aparecer assim na televisão, especialmente depois de um dos seus maiores sucessos o “Thriller” que revelava um autêntico cenário de terror com zombies bailarinos, ainda assim capaz de assustar e afugentar qualquer criança com os seus 5 anos.

Já naquele tempo, eu adorava ouvir e ver os vídeos musicais que passavam dos maiores hits mundiais. Inevitavelmente, tendo sido um dos maiores sucessos de todos os tempos, o “Thriller” passava todas as semanas na televisão e deixava um rasto de medo e terror na minha cabecinha ainda muito frágil e influenciável.

O Michael Jackson começou, na minha perspetiva, a investir e insistir numa imagem muito distante da realidade naqueles dias, denotando, por um lado, um certo misticismo conjugado com uma boa dose de loucura e, por outro lado, uma total desconexão social de alguma forma sobrenatural.

A verdade é que ele me assustava muito, acho que representava e incorporava tudo aquilo que para mim seria o futuro, ou a evolução natural de qualquer sociedade mais retardada. Na minha cabeça, um dia, todos seríamos assim como ele e só sairíamos à rua com a boca e nariz tapados, protegidos da cabeça aos pés, para evitar contacto e contágio de alguma substância com potenciais características de destruição massiva.

Pois bem, informo que esse dia chegou. Se fosse vivo, o Michael Jackson, hoje, diria certamente:
- Eu avisei!

Concluímos enfim, que Michael Jackson era um visionário incrível, muito além do panorama musical, foi capaz de antecipar o futuro e respetiva evolução da sociedade e da espécie.

Bem-vindos ao futuro!

 

 

Qua | 01.04.20

Médicos, os novos guerreiros.

Novas guerras, exigem novos guerreiros (...)

Frankie

(Source  keskejefouici, via boisbrianaise).jpg
img. by keskejefouici, via boisbrianaise.

Não sou, nunca quis ser, nem sequer convivo ou convivi regularmente com algum médico. Que aqui fique, bem claro! A opinião que tenho, é tão simplesmente isso mesmo, a minha opinião. Tenho sim, confesso, desde sempre, grande admiração pela classe, nomeadamente, pela nobreza da função que desempenham e pela humanidade que invariavelmente lhes exige especialmente quando as circunstâncias, recorrentemente, os obrigam a serem mais racionais que a sua própria natureza e do que qualquer outro ser humano.

Já conheci e consultei médicos pelas mais diversas situações e ocasiões. Conservo, por alguns, o maior dos respeitos pela atenção e cuidado com que me trataram e cuidaram.  Conheci outros que, embora extremamente conceituados pelo nível de especialização e conhecimento, não passam, e perdão pela expressão, de simples mercantilistas a fazer render o seu peixe. Há, naturalmente, de tudo e de toda a envergadura.

Os que nasceram para ser o que são, carregam em si aquilo a que chamamos de vocação, fazem-no para prestar apoio num sentido totalmente altruísta. Outros há, aqueles que decidiram seguir uma carreira por alinhamento familiar, ou simplesmente, por status, reconhecimento social ou pela garantia de seguir uma carreira que será sempre valorizada e generosamente recompensada. Sem confusões, não estou aqui para julgar, respeito todos independentemente das motivações ou objetivos. Naturalmente, devo confessar, que tenho maior apreço por todos os que sentem no coração a verdadeira vocação para desempenhar um papel tão determinante na sociedade. Esses são, para mim, os melhores, uma vez que, para além da especialidade e competência técnica, conciliam com uma humanidade admiravelmente nobre.

Seja como for, médicos por vocação ou convicção, sempre fomos conscientes do valor do seu conhecimento e da sua competência para, em situações limite, decidir entre a vida e a morte de qualquer ser humano. Sabemos que temos, muitas vezes, a nossa vida nas suas mãos.

Hoje, talvez mais do que em alguma outra altura na nossa era, reconhecemos isso! Queremos que singrem, que sejam resilientes, capazes e inabaláveis. Queremos, pedimos que sejam definitivamente, guerreiros, verdadeiros super-heróis. Contamos que formem batalhão nas trincheiras dos dias de hoje e que sigam na linha da frente desta luta que é nossa, é de todos, mas só eles, como profissionais de saúde, tem preparação para combater na linha da frente.

doctor_img.by_iStock.pngimg. by iStock

Novas guerras, exigem novos guerreiros, com perfil bem diferente do que estamos habituados a associar o termo! Guerreiros da paz, guerreiros pela saúde cada vez mais frágil face a um planeta, também ele em conflito pela sua própria sobrevivência.

A saúde da espécie humana está hoje, integralmente, em causa. Não conhecemos, ainda, o desfecho que esta pandemia há-de revelar.

Não sabemos se sobrevivemos para contar a história aos nossos descendentes. Hoje, estamos numa posição em que só podemos rezar, apelar, invocar enfim todos os nossos anjinhos, todos os nossos guardiães, para suplicarmos pela nossa própria sobrevivência.

Depositamos, por fim, toda a nossa fé e esperança na medicina, na salvação por intermédio dos cuidados médicos, dos cuidados de saúde que possam estar disponíveis para tratar a nossa vida.

Rogo por estes novos guerreiros, os nossos salvadores, para que mantenham toda a força, a saúde e vocação para seguirem na sua, tão nobre, missão, estar na linha da frente sem esmorecer a lutar por vidas hoje, reconhecidamente, tão efémeras e banais.