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Jaguar Perfumado

aqui... asas para voar, raízes para regressar e motivos para ficar! - Dalai Lama -

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Seg | 10.02.20

Comer, Orar, 'Tagarelar'

Frankie

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photo credit @effortlyss #americanstyle


#Comer Orar Tagarelar

Conhecem o filme? Há um outro parecido, mas esse é com a Julia Roberts, ao passo que este é o filme da vida de qualquer mulher em cuja realidade não entra o Javier Bardem. Na verdade, este é parecido, já que também consiste em identificar a natureza do nosso dia-a-dia mas este, este é o nosso filme. Um pouco menos glamoroso é certo, mas com os pés no chão. 😊

Diria que com uma vida tão absorvente, só nos restam pequenos momentos de deleite, como aqueles em que aproveitamos para, COMER algo que possa ser simultaneamente nutritivo e saboroso, ORAR através de pequenos momentos de reflexão que ajudem a re-energizar e, finalmente, TAGARELAR com alguém que esteja na mesma onda do que nós e consiga acompanhar e partilhar desabafos sobre algum tema mundano, por vezes fácil e banal, por vezes mais complexo e sensível.

Sem dúvida, o outro filme é mais bonito, não só pelos personagens e cenários exóticos envolvidos, mas pelo próprio desfecho em si: terminar em Bali com um novo grande amor. É o desfecho que todos, homens ou mulheres, desejamos, mas há que ser pragmático e situarmo-nos o mais realisticamente possível, não é todos os dias. Muito honestamente, acontecer uma vez na vida de cada pessoa, já seria altamente improvável. Contentemo-nos, pois, pelo tagarelar, já que esse é mais garantido, seguro, fluído e pode, ainda, conferir também imenso gozo e menos constrangimento. É que falar de temas do coração pode ser muito intenso e controverso, pelo que deixamos para outros blogs.

Ter uns momentos para tagarelar levianamente com alguém, é conseguir descontrair, abstrair, até de desligar ou sair de órbita ainda que por breves instantes. É estar em contacto com alguém que nos escuta, compreende e tem capacidade para partilhar outras perspetivas, pontos de vista que muitas vezes podem desbloquear estados de espírito mais negros, não tão efémeros assim.
Tagarelar livremente, sem preconceitos, sem preocupação, sem receio de juízos de valor, pode ser realmente libertador. Termos a permissão de nos exprimirmos, de nos revelarmos, manifestarmos a nossa opinião sem receio de sermos mal interpretados ou incompreendidos, somente em prol da liberdade de expressão e, única e exclusivamente, pelo prazer que isso pode assumir.

Por todos estes motivos, arrisco em afirmar que tagarelar é realmente o ponto alto deste filme, ainda mais porque não engorda e, eventualmente, produz até o efeito inverso pelo efeito de entrega e libertação que gera. Não menosprezemos, pois, uma ciência que desconhecemos e passemos a dar crédito ao movimento tagarelar, como merece.
Suspeito que seremos todos bem mais felizes! 

 

 

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