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Jaguar Perfumado

aqui... asas para voar, raízes para regressar e motivos para ficar! - Dalai Lama -

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Seg | 30.03.20

Teletrabalho “Primeiro estranha-se, depois entranha-se!”

Para mim, com o modelo largamente testado, sabia pela certeza que iria funcionar lindamente (...)

Frankie

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img. by excutiva.pt

Não sou novata nisto, já o faço parcialmente há mais de 2 anos. No início foi estranho, achei que não iria funcionar. Nunca o tinha feito e achei que a preguiça levaria a melhor, mas a realidade foi bem diferente. Todos os dias me levanto e faço a rotina matinal, preparo-me para sair tal como num dia de trabalho no escritório. A diferença reside, tão simplesmente, no facto de que o escritório fica ao alcance de um lanço de escadas. Fantástico, realmente!
Não foi difícil perceber as vantagens associadas, comecei a achar bem agradável, um corte na rotina de ter que enfrentar o trânsito diariamente a funcionar como um detox, a meio da semana. Tal como prevenia o nosso grande poeta: “Primeiro estranha-se, depois entranha-se!”

 

Todo o tempo que consigo maximizar por não ter de o despender entre percursos de deslocações para o local de trabalho, é francamente tempo útil para aproveitar e fazer muitas outras tarefas igualmente inadiáveis e imprescindíveis. Sempre funcionou muito bem e a ideia de ficar em casa um ou mais dias por semana, foi uma realidade que se instalou gradualmente e ganhou bastante importância. Tal como referi, ganho tempo precioso nas deslocações, poupo o dinheiro que essas deslocações implicam e ainda sou bem mais produtiva durante o dia de trabalho. Mantenho-me muito mais focada, não despendo tempo em confraternizações irrelevantes, bebo menos café, como menos e como muito melhor, bem mais saudável.

Não foi, pois, com desagrado que acolhi esta ideia de passar a trabalhar de casa integralmente a semana toda. Para mim, com o modelo largamente testado, sabia pela certeza que iria funcionar lindamente sem grande constrangimento.

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img. by Pascal Campion @tutoriart.com.br

Há, apenas uma ligeira diferençazinha, que na realidade, em termos práticos faz toda a diferença e, sobre a qual, confesso, não ponderei.
Em tempos banais não tinha os meus filhos à perna, a reclamarem atenção de todos os lados. São apenas dois, mas ocupam a casa toda, estão em todo o lado. O mais pequeno, com apenas 3 anos, sempre exigente a precisar de muita atenção mesmo quando se ocupa com alguma tarefa ou brincadeira. O mais velho, com 10 anos e a ter aulas online, com os amigos todos a entrarem por nossa casa a qualquer momento do dia, sem fazerem qualquer cerimónia.
O resultado, é um ajuste completo à nova rotina, um ajuste em função da rotina de todos nós como um só. Já não sou só eu a trabalhar de casa, hoje somos todos e, cada um com a sua rotina, o seu ritmo, as suas exigências.
Hoje, a faceta profissional tem de conviver com a faceta de Chef, serviço doméstico, que por sua vez tem de conciliar com as tarefas da professora, educadora, entertainer, psicóloga, etc…. OMG!!

 

Estamos naturalmente e invariavelmente, ocupados o dia todo. Não há um momento de tédio ou, sequer, de parar para pensar o que fazer a seguir, seguimos com a nossa rotina, o mais ocupados possível, sempre com tarefas por completar. Convenço-me que é a forma certa de levar. Todos os dias nos deitamos à noite, cansados e com a sensação de um dia cumprido na plenitude.

Claro que sentimos falta de sair à rua, de pairar por aí à deriva, livremente, sem horas nem embaraços. Temos saudades do convívio com os nossos amigos e a nossa família. As conexões eletrónicas nunca poderão colmatar essa necessidade que sentimos do contacto humano. Temos saudades dos locais que gostamos de frequentar ou visitar.

Muito fica por viver! Mas, o que importa, é que estamos todos bem. Estamos juntos no conforto da nossa casa, e estamos bem. Nada supera isso. A tranquilidade de sentirmos que se nos mantivermos isolados, vamos evitar ser contagiados por esse vírus intransigente, obsessivo, doentio.  

 

 

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